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Quinta-feira, Janeiro 21, 2021

Soure discute a permanência na ABMG

O Presidente da Assembleia Municipal de Soure decidiu agendar uma reunião extraordinária deste órgão colegial para o próximo mês de janeiro para esclarecer o funcionamento da empresa intermunicipal Águas do Baixo Mondego e Gândara (ABMG), tendo como pano de fundo, uma petição popular que requer a extinção desta empresa intermunicipal e o regresso do abastecimento de água e saneamento à gestão dos municípios de Soure, Mira e Montemor-o-Velho.

João Gouveia em declarações à agência Lusa, critica 9 atos de admissão de funcionários da ABMG, sem a abertura de concurso público, considerando tal “atentatório dos princípios de transparência, imparcialidade e legalidade”.

Na Assembleia Municipal que aconteceu esta segunda-feira dia 28 (e que pode acompanhar assistindo à gravação da SICÓ TV utilizando a seguinte ligação shorturl.at/iDJOR), João Gouveia afirmou pretender esclarecer se a decisão de entrada do município nesta empresa e a sua constituição, tomada em 2018 unanimemente, foi “ou num contexto de mentira ou num contexto em que as regras de então…já não são as regras de hoje”.

Em declarações à agência Lusa, João Gouveia afirma que “Se o fundamento era o acesso aos fundos comunitários, esse argumento já não colhe porque o ministro já disse, por três vezes, que não é obrigatória a agregação para os municípios se candidatarem a verbas europeias”.

Mário Jorge Nunes, Presidente do Município de Soure, declara à mesma agência de noticias que “Se o município sair não há ABMG”, reafirmando que os pressupostos desde a sua aprovação, há cerca de dois anos, se mantêm inalterados e que não lhe “parece que as três bancadas [com assento na Assembleia Municipal] pensem na dissolução” da empresa intermunicipal.

A Presidente da Comissão Política do PSD de Soure, Sónia Vidal, “considera de extrema importância que seja clarificado o funcionamento da ABMG” perante o que diz ser um “crescente descontentamento da população do concelho” e exigindo “total transparência no que se refere a todas as decisões que afetam, ou possam vir a afetar a vida dos nossos munícipes”, refere em comunicado enviado à SICÓ TV.

Em uma clara alusão à confrontação que existiu na 4ª sessão ordinária da Assembleia Municipal entre o seu Presidente e o Presidente do Município de Soure, o PSD afasta-se “de eventuais questões internas no PS local” e “reserva para o momento próprio apresentar a sua posição e o sentido da votação” porque “Não compete ao senhor Presidente da Câmara… Tecer qualquer parecer relativo à posição e ao sentido de voto da bancada do PSD”, numa referência às declarações de Mário Jorge Nunes à agência Lusa.

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