A despedida dos palcos de Eunice Muñoz passa por Pombal

O espetáculo “A Margem do Tempo” que assinala a despedida dos palcos de Eunice Muñoz e a sua passagem de testemunho à sua neta Lídia Muñoz e às gerações vindouras vai ter duas sessões no TeatroCine de Pombal.

A primeira sessão, agendada para 29 de maio, esgotou a capacidade do auditório principal em poucos dias, com grande afluência de público de várias regiões do País, tendo o Município de Pombal contratado uma segunda sessão a realizar no domingo, dia 30, às 18h30.

A Margem do Tempo surge do desafio de Eunice Muñoz lançou ao encenador Sérgio Moura Afonso. Para além de retratara personagem do texto, onde a sua neta Lídia será o “espelho” da personagem enquanto jovem.

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Este espetáculo não tem palavra. A banda sonora é um dos seus grandes pilares, diríamos até que o terceiro ator. Toda a sua base audível será com música original,criada e interpretada pelo maestro Nuno Feist.

Datada de 1978, mas sempre atual, a peça de autoria do dramaturgo Franz Xaver Kroetz convida o público a conviver com o fim de tarde da senhora Rasch que regressa do emprego, arruma a casa, prepara o dia seguinte, deitase e tenta um suicídio. É assim pela convivência com o concreto que Kroetz refuta o atual discurso político sobre o quotidiano. Refuta: porque ao encontrarlhe o concreto se defronta com a sua irredutibilidade, verificando assim como é redutor(e portanto também normalizador) todo o discurso sobre o quotidiano.

E é também por esta convivência carne a carne com a personagem que se recusa o naturalismo: não se pode explicar o pretenso “caso” da senhora Rasch, a nossa sociedade é de facto irracional, e não é a razão que dela pode dar conta total.

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